Depois foram surgindo umas histórias esquisitas sobre a blogueira cubana. O blog dela hospedado num servidor ligado à extrema direita alemã. O crescimento explosivo demais no Twitter. O tal espancamento mal contado. O monte de prêmios que ela ganhou de repente, num total de 250 mil euros. Etc, etc, etc.
A Yoani não é aquela garota corajosa que publica um blog independente, lutando sozinha contra todo um regime totalitário. Essa é a pintura que ela faz de si mesma, com um bocado de ajuda dos meios de comunicação de massas.
O fato é que Cuba é um mau exemplo. Não porque é ditadura. Isso tem aos montes por aí. O mau exemplo é um país pobre, que já foi o bordel particular dos norte-americanos, resistir ao Império e conseguir algumas coisinhas: erradicação do analfabetismo, um dos melhores sistemas de saúde do mundo, educação de alta qualidade, fim da miséria absoluta. Não sou eu quem diz. É a Unesco. Que eu saiba, a Unesco não é um aparelho de propaganda comunista.
Sabe? Eu tenho muita vontade de criticar o regime cubano. Mas quando eu leio quem fala mal da ilha, essa vontade passa rapidinho.
Dito isto, lamento as manifestações contra a Yoani Sanchez aqui no Brasil. Deixa a moça falar, gente! Aproveita para fazer umas perguntinhas incômodas. Quando foi confrontada, ela não se saiu lá muito bem.
Obs.: acho que todo mundo já leu a entrevista que ela deu ao jornalista francês Salim Lamranium. Mas para quem não leu, passo o link.
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