quarta-feira, 4 de maio de 2011

M A N I F E S T O

Leia e se concordar assine.

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Por que “mataram” Bin Laden?





A teia de mentiras com que os Estados Unidos cercaram a ação militar que teria matado Osama Bin Laden impede que se tenha uma única certeza sobre o caso. Não se pode confiar nem no anúncio de que teria sido morto ou na descrição das circunstâncias em que isso teria acontecido.

Bin Laden nem era mais o comandante da Al Qaeda. Estava doente, debilitado e acuado. O bunker em que se escondia, era precário. Apesar de a mídia ter deixado a impressão de que seria uma fortificação à altura do homem que desafiou os EUA por uma década, seu abrigo não lhe permitiu resistir quase nada à ofensiva americana, a qual, cada vez mais, vai parecendo que o assassinou a sangue frio.

Por que o mataram, então? Vivo, Bin Laden teria sido extremamente útil. Poderia fornecer informações preciosas sobre a Al Qaeda. Aliás, um estadista prenderia o terrorista e faria um acordo com ele. Não aceitaria? Duvido. A Al Qaeda, Bin Laden, os EUA, ninguém lucra com aquela loucura toda. Lula faria um acordo com essa turma com um pé nas costas.

O problema são os EUA. Querem sempre ficar por cima. E, além de truculentos, assassinos, covardes, mentem compulsivamente. A desinformação que difundem sobre a “morte” de Bin Laden começou com a divulgação de foto falsa de seu cadáver por autoridades paquistanesas. Em seguida, as pessoas começaram a acordar para todo o resto.

Por que os EUA matariam um arquivo vivo?

Como acreditar que não haveria técnicas para prendê-lo vivo num ataque surpresa?

Por que difundiram a história de que ele teria se escudado, primeiro, atrás DA própria mulher e, depois, DAS mulheres de seu harém, para, ao fim, dizerem que nada disso ocorreu?

Por que se livraram do corpo tão rápido?

Por que não divulgam imagens do corpo?

Os americanos dizem que sumiram com o corpo para impedir que um seu túmulo conhecido se tornasse um local de peregrinação que serviria de incentivo a que outros seguissem seus passos.

É piada, não? Jesus Cristo não tem túmulo. Ah, Bin Laden não é Jesus? Ora, para seguidores fanáticos é, sim. E fotos? Ah, eles dizem que não divulgam para não ferir a sensibilidade da Al Quaeda com imagens tão feias. Parece brincadeira… Querem que o mundo acredite em suas versões sem apresentar nenhuma prova.

Finalmente, depois de tanta mentira, agora dizem que a própria guarda de Bin Laden o assassinou para que não desse informações. Como no caso da ou das esposas, pode ser só mais outra invenção. Aliás, fica difícil achar que não é…

Mas o pior vem agora. Os jornais estampam hoje a ameaça insana que decorre da morte de Bin Laden. A notícia até já envelheceu. Na segunda-feira, eu mesmo escrevia no Twitter que me chegavam links de matérias em inglês e espanhol dando conta de ameaça que o Wikileaks divulgara anteriormente de que, se algo ocorresse com Bin Laden, haveria uma “reação nuclear”. Fui chamado até de “catastrofista” por uma seguidora.

Segundo a ameaça feita antes mesmo de Bin Laden ser (?) morto, a Al Qaeda teria escondido um artefato nuclear na Europa. A notícia foi amplamente repercutida pela agência France Press e por veículos como o jornal alemão Der Spiegel.

É incompreensível, esse “assassinato”. Além de não desarticular a Al Qaeda, pois o alvo tornara-se inócuo, levantou ameaça ao mundo de retaliação (nuclear?) pela organização, ameaça que os jornais todos estampam hoje na primeira página. Por que diabos, então, os EUA “mataram” Bin Laden?



.Morto Osama Bin Laden está. O presidente dos Estados Unidos não iria fazer um pronunciamento anunciando a morte do líder da Al Qaeda se não tivesse certeza absoluta disso.


Já imaginaram a desmoralização mundial caso o barbudão aparecesse nas TVs do mundo hoje ou amanhã citando Mark Twain “As notícias de minha morte são demasiado exageradas”?

Mas, quando morreu? Podem apresentar vídeos, fotos. Mas, quem vai acreditar nelas? Verdadeira a história estadunidense, Bin Laden tinha 54 anos ao morrer domingo passado. E não se tem imagem dele há mais de dez anos. Como reconhecê-lo, ainda mais baleado no rosto, como anunciado? Sem contar as dúvidas que seriam levantadas, já que Hollywood é a meca dos efeitos especiais.

Sobra o quê? Um vídeo de Bin Laden confirmando que era ele mesmo e que estava para ser morto em abril de 2011 por tropas dos EUA? Difícil (ou impossível), pelo lado do morto. improvável (com duplo sentido) pelos EUA.

DNA? É no que estão se pegando. Mas, como podem provar quando a amostra foi colhida para o exame? E quem garante que é de Bin Laden?

A alegação do governo dos EUA de que o corpo de Bin Laden teria sido "sepultado" no mar porque assim exige a religião muçulmana é em parte verdadeiro. A parte das 24 horas. Mas, lançar o corpo ao mar vai contra o islamismo, que determina que o corpo seja sepultado em terra, seguindo ritual.

Fato (ou dado concreto", como gostava de dizer Lula) é que ao lançar o corpo ao mar (se é que o fizeram e Obama não estava morto há mais de 10 anos, como se pode ler aqui e aqui) os Estados Unidos tornaram impossível dizer quando e como morreu Osama Bin Laden.

Mas os estadunidenses não querem nem saber. Desde a notícia estão nas ruas, comemorando. Não estão nem aí para a tal prova. Como já não estiveram antes para as tais armas químicas do Iraque ou as agressões constantes de Israel a Palestina. Para eles, provas são um detalhe, como o gol no futebol para o Parreira.

Ironia das ironias, o homem que odiava os Estados Unidos ajudou Bush a fazer o que quis no poder e agora deve garantir a reeleição de Obama.


Leia aqui:
http://blogdomello.blogspot.com/2011/05/osaba-bin-laden-morreu-em-dezembro-de.html




Leia aqui:





Leia aqui:




Leia aqui:

http://blogdomello.blogspot.com/2011/05/eua-financiaram-bin-laden-e-criacao-da.html

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Padrão Globo.

"Sr Dinheiro", do Fantástico, não paga a prestação há 18 anos do apartamento onde mora.

                               "Sr Dinheiro" no Fantástico, ensina famílias a pagar dívidas


Consultor de economia doméstica do “Fantástico”, da Rede Globo, Luís Carlos Ewald é réu na Justiça do Rio de Janeiro. Há 18 anos, ele não paga a prestação do apartamento onde mora, na Gávea. A Delfin Crédito Imobiliário conseguiu o leilão da unidade. Mas, “por má-fé e torpeza”, segundo consta na ação, Ewald permanece no imóvel. (Da IstoÉ)

sábado, 23 de abril de 2011

Vanzolini, 87 anos, sempre dando a volta por cima

FELIZ PÁSCOA A TODOS!




Hoje e amanhã, para meus amigos leitores paulistanos, uma dica imperdível. O genial e boa-praça Paulo Vanzolini – que nasceu em São Paulo, beliscou o Rio na infância e voltou pra paulicéia – comemora seus 87 anos, como sempre, dando a volta por cima , no Casa da Francisca.


Não sei por aí, mas aqui as músicas de Vanzolini – um doutor em Zoologia, titulado em Harvard, fundador da Fapesp – estão sempre rondando a cidade, onde houver um violão e bons amigos.

No Museu de Zoologia da Usp, Vanzolini organizou uma das maiores coleções de répteis do mundo. Mas na MPB, o cobra é ele! Escute só ele com o nosso querido e inesquecível Jamelão, e curta como cariocas e paulistas, ao menos da dor de cotovelo, são unha e carne.

                                                          Postado por Brizola Neto

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Intelectuais israelenses apoiam Estado palestino



Sob gritos de “traidora’, a atriz israelense Hanna Maron, que perdeu uma perna num ataque palestino, leu uma declaração de intelectuais israelenses que apoiam a criação de um Estado palestino.


O evento foi realizado [ontem]diante do Hall da Independência em Tel Aviv, onde foi proclamada a independência de Israel em 1948.

A declaração foi assinada por dezenas de intelectuais, acadêmicos e personalidades públicas israelenses, em apoio à criação de um Estado palestino com base nas fronteiras de 1967, que determinam a Faixa de Gaza como território palestino.

Os signatários, dentre os quais estão pelo menos 20 ganhadores do Prêmio Israel (o mais importante do país), afirmam que não se trata de um novo plano político, e sim de uma forma de apresentar à sociedade uma visão alternativa à postura do governo israelense

Via O Globo


Publicidade israelense


quarta-feira, 20 de abril de 2011


Uma agencia de publicidade israelense fazendo propaganda de um carro que atropelou duas crianças palestinas.

O texto em hebraico diz:vamos ver quem pode nos enfrentar.

O atropelador foi um colono judeu que sequer prestou socorro às vitimas.

Sinceramente, se os publicitários israelenses entendem que esse tipo de anuncio vende, o que esperar do restante da sociedade judaica?

É triste, muito triste...

Se voce acha que é apenas uma foto montada assista ao video abaixo:

















 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

BOM FERIADO.

Choro chorado para Paulinho Nogueira.

Um choro lindo para curtir no feriado. Boa Páscoa a todos.


Pinga Ni Mim

DoLaDoDeLá
Quem tem liberdade tem tudo.





A gente faz piada, ri das propagandas de cerveja, mas por trás de tanta gente bonita, feliz, cantando na praia, celebrando a vida, o amor e a felicidade existe o perigo da dependência ao álcool. E o grupo mais vulnerável é justamente aquele que mais precisa de bons exemplos: os jovens. O álcool é a droga que mais causa dano à nossa sociedade. Já excedi muitas vezes e me arrependo de algumas delas. Hoje não sou contra bebida alcólica, bebo com certa frequência, mas moderadamente. No entanto, moderação não é uma palavra do vocabulário dos adolescentes, sempre tão dispostos a superar barreras e limites. Na Alemanha, por exemplo, a moda entre as meninas é embeber absorventes ínternos em vodca e em seguida inserir em suas partes íntimas. O argumento é que a droga é assimilada mais rapidamente pela mucosa, sem impregnar o hálito. A mania teria começado nos EUA, entre jovens menores de idade, impossibilitados de comprar álcool, e ganhou o nome de "slimming". Mas uma nova febre já chegou ao Brasil. A maluquice de pingar vodca nos olhos, para supostamente aumentar a sensação de embriaguez. É o "vodka eyeballing", que desidrata o globo ocular, queima a córnea e pode até causar cegueira. Em Campinas um estudante universitário acaba de fazer um transplante de córnea, mas vai carregar sequelas pelo resto da vida. Ele teria sido influenciado por um cantor de rock, num vídeo do YouTube. Agora, que belo exemplo, quando um senador da República é flagrado embriagado e se recusa a fazer o teste do bafômetro, não é mesmo?


http://maureliomello.blogspot.com/

quarta-feira, 20 de abril de 2011

BOMBA, BOMBA, BOMBA...


http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/04/20/bomba-bomba-embriagado-ao-volante-lula-nao-faz-o-teste-do-bafometro/

Amor e Revolução tem que mostrar imprensa golpista




Antes de chegar ao ponto que o título deste texto anuncia, proponho ao leitor que examine artigo do único colunista da grande imprensa que me parece ter algum escrúpulo, Paulo Moreira Leite, da revista Época. O texto aborda a novela do SBT Amor e Revolução, trama que vem esquentando o clima político no Brasil.


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Amor e Revolução

Paulo Moreira Leite

19/04/2011

Fico feliz em constatar que a Censura sofreu uma derrota importante. Militares da reserva tentaram proibir a novela “Amor e Revolução”, do SBT, mas foram derrotados. Acho ótimo.

“Amor e Revolução” é uma novela com vários defeitos mas não se pode deixar de registar sua coragem. Não há notícia, na história da TV brasileira, de um retrato tão cru (e em certa medida cruel) da violência ocorrida nos porões do regime militar. O folhetim exibe cenas de tortura como nunca se viu, sem tratá-la como um evento incomum, mas como um dado banal da luta política no período.

É chocante, mas não deixa de ter seu mérito. O resgate de um fato verdadeiro é sempre um valor positivo — por mais que seja doloroso e inconveniente.

Outro aspecto é que a TV brasileira tem uma dívida histórica com a memória do país. As grandes redes de TV cresceram e se consolidaram durante o regime militar. Não é possível definir uma relação de causa e efeito entre o governo dos generais e a construção das redes nacionais — este processo era inevitável do ponto de vista do progresso das comunicações e iria ocorrer de qualquer maneira.

Mas ele assumiu formas peculiares em nosso país e isso se explica pelas relações promíscuas entre os canais de TV e o regime.

A Censura era uma força determinante no noticiário das emissoras, no foco da cobertura e na escolha dos assuntos. Vivia-se sob um regime de força e é assim que as coisas ocorrem numa ditadura. Mas não só. Havia também o interesse.

O regime militar favorecia e protegia seus amigos e punia quem resistisse. Um dos momentos máximos deste poder autoritário residia no momento de conceder as célebres concessões de rádio e TV. Ganhava-se uma concessão em troca de um currículo de boa vontade. Aliados do governo Goulart foram punidos e perseguidos até que tiveram de entregar os pontos.

O próprio SBT, que exibe Amor e Revolução, enquadra-se nessa categoria. Nos tempos da ditadura, chegou a criar um programa apenas para falar bem de João Figueiredo, um dos presidentes do regime militar. Considerando que desde 1988 o país tem uma nova Constituição, que proibe toda forma de censura, a iniciativa de fazer uma novela sobre um periodo tão marcante é até um pouco tardia.

Num momento em que o Planalto defende a aprovação da Comissão da Verdade, que pretende auxiliar na apuração dos crimes do regime militar, um folhetim desse tipo parece muito mais do que uma simples coincidência.

Mas não deixa de ser elogiavel.

A questão é a novela em si. Já ouvi gente dizendo que a intenção é boa. Eu acho muito fraca. O enredo não tem a envergadura de um processo histórico e trata os conflitos da época de forma simplória e reducionista. Os conflitos lembram filmes de bangue-bangue. Os diálogos são bisonhos e as disputas ideológicas, que envolvem pessoas que ajudaram a decidir o destino do país em determinado momento, são um campeonato de chavões — entre amadores.

Quem quiser entender por que o Brasil passou 20 anos sob um regime militar não irá aprender muita coisa — ou será obrigado a acreditar que tudo se resume a um conflito entre mocinhos e vilões.

Concordo que é fácil distinguir entre o certo e o errado quando se trata de comparar uma democracia com uma ditadura. Não é preciso entrar em discussões “complexas”. Mas tomar partido não basta, vamos combinar.

Os fatos da época estão lá mas não há contexto. Os personagens ficam deslocados, determinadas situações deixam de fazer sentido. Generais e estudantes de 64 fazem discursos como se estivessem em 1968. Um casal apaixonado cultiva flores no maior estilo hippie no mesmo sítio onde se preparam ações armadas.

Novelas são formas legítimas de entretenimento. Mas, quando pretendem falar de processos históricos, precisam ter uma noção mais clara de uma realidade em seu conjunto político, economico, cultural. Caso contrário, fica difícil acreditar naquilo que se vê no vídeo.

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Eis-me de regresso, leitor amigo, para comentar um texto, digamos, 70% honesto – o que não é marca desprezível, em se tratando da origem que tem.

Desde que estreou, no início do mês, que a novela do SBT Amor e Revolução vem sofrendo um processo que pretende desestimular o público de assisti-la. E quem empreende tal processo é a grande imprensa por razões que todos conhecem, ou seja, essa imprensa era aliada dos ditadores.

A argumentação contra a novela tem sido risível. Pode ser usada contra qualquer novela da Globo, aliás, mas só é usada contra a do SBT. Falam dos diálogos “ginasianos”, segundo um colunista da Folha de São Paulo, ou “bizonhos”, segundo o articulista da Época. A novela também conteria imprecisões históricas e seria maniqueísta, agora na visão do jornal e da revista.

Alguém, por acaso, já assistiu a um simples capítulo da novela “das oito” da Globo, por exemplo? Se verossimilhança da trama for o requisito, a novela Amor e Revolução encerra muito mais. Aquele mundinho das tramas globais tem sempre mais de 80% de brancos de aparência européia em um país em que mais da metade da população é descendente de negros. Os ricos todos, salvo o vilão de plantão, amam pobres e não são racistas, como quer Ali Kamel.

Se Paulo Moreira Leite, indiretamente empregado da Globo, quer ser realmente honesto – e ele parece que tentou ser o mais honesto dentro de suas circunstâncias de simples homem empregado em um império de comunicação –, tem que reconhecer que se formos tão exigentes com as novelas do seu patrão quanto estão sendo com a do SBT, nenhuma se salva.

O que mata essas novelas são os modelos transformados, de improviso, em atores. Essa garotada bonitinha, branquinha, loirinha, de olhinhos clarinhos e sobrenome europeu pode ser muito boa para tirar fotos, mas para dramaturgia, é um desastre. São inexpressivos, artificiais. Tudo o que sai de suas bocas, de suas expressões faciais e da linguagem corporal, soa falso.

Nesses quesitos, a novela do SBT tem tantos ou mais bons atores, que convencem, quanto as novelas da Globo.

Jaime Periard, o delegado Aranha, é assustador. Cada vez que aparece no vídeo, com sua perversidade infindável, faz o telespectador ficar tenso. O mesmo acontece com os perturbadores Filinto Guerra (Nico Puig), Fritz (Ernando Tiago) e general Lobo Guerra (Reinaldo Gonzaga). Os vilões são sempre os melhores.

Mas há, também, a convincente interpretação do eterno Claudio Cavalcanti, que interpreta o líder camponês Geraldo, uma espécie de João Pedro Stédile dos anos 1960. Em (bem) menor escala, pode-se, com alguma boa vontade, encontrar outras interpretações passáveis, ainda que sem brilho.

E todos esses colunistas da grande imprensa implicaram com um suposto “maniqueísmo” da trama da emissora de Senor Abravanel. Essa mania desses colunistas de ficarem repetindo todos as mesmas opiniões polêmicas é que responde pelos 30% do artigo de Paulo Moreira Leite que são a mais pura empulhação.

Maniqueísmo? Ora, vá se catar, Paulo! Que maniqueísmo? Você consegue fazer um filme sobre o regime de Hitler apontando defeitos nos que o combateram? A ferocidade, a demência, a vilania dele foi tão grande que qualquer menção a eventuais defeitos dos que o combateram se tornaria absolutamente irrelevante.

Imprecisões históricas? Que imprecisões? Os detratores da incômoda novela falam que não havia tortura nos primeiros anos do golpe. É piada. Quem quiser pode ler os relatos de leitores que viveram a ditadura colocados em todos os posts que escrevi sobre essa novela. Havia tortura de “comunistas” antes e depois do golpe, não só depois do AI-5.

A relevância e a coragem dessa novela, porém, foram muito bem admitidas pelo nosso estimado Paulo Moreira Leite – seu nível de honestidade intelectual, nas suas circunstâncias, chega a ser comovente.

Depois da tentativa de militares de pijama de censurarem a novela na Justiça, então, é que ela começa a ganhar a importância que tantos lhe negaram, inclusive na esquerda, quando este blog já dizia o que viria por ali. Hoje, por exemplo, vários jornais informam que, ao fim do capítulo, vai ao ar parte do longo depoimento gravado por José Dirceu. Vejam, abaixo, nota da Folha de São Paulo.
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Em novela, Dirceu relata maus-tratos sofridos no Dops

VERA MAGALHÃES

DE SÃO PAULO

Vai ao ar hoje, no encerramento do capítulo da novela “Amor e Revolução”, do SBT, o depoimento gravado pelo ex-ministro José Dirceu sobre sua prisão pela ditadura, em 1969, e o período em que viveu exilado em Cuba e clandestino no Brasil.

Já gravaram para a trama de Tiago Santiago nomes como Criméia Almeida, ex-guerrilheira do Araguaia, e Rose Nogueira, que dividiu a cela no Dops com a presidente Dilma Rousseff.

A participação de Dirceu é menos dramática. Ele faz uma distinção entre a época em que foi preso, quando a tortura ainda não era corrente, e o recrudescimento posterior. “Quando chegamos ao Dops houve uma sessão de pancadaria, de chutes.”

Ele narra que foram para o 4º RI, unidade do Exército em que Lamarca esteve preso, onde teria havido mais maus-tratos. “A comida era uma lavagem, a cela era pra ter pneumonia e tuberculose. Percebemos que aquilo já era prenúncio do que estaria pra começar de tortura e da ditadura”, diz Dirceu no vídeo, ao qual a Folha teve acesso.

Ele descreve as condições do congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), que levou à prisão de cerca de 800 participantes, em 1969, como “precárias”.

“Nós recebemos a informação de que o lugar estava cercado e decidimos não sair. Fomos todos presos”, conta Dirceu, que está inelegível após ser cassado pela Câmara, sob acusação de ter chefiado o mensalão. Ele é réu na ação penal do STF (Supremo Tribunal Federal).

Seu depoimento, de uma hora, deve ser usado em outros capítulos. A novela do SBT, que vai ao ar às 22h, estreou no último dia 5, com média de audiência de 7 pontos na Grande São Paulo.


—–Por sua importância, por todos os créditos que o colunista da própria imprensa golpista admitiu, Amor e Revolução precisa resolver sua única distorção histórica grave, a ocultação do papel da grande imprensa do Rio e de São Paulo que Paulo Moreira Leite admite só em alguma medida porque não trata claramente da conspiração de seus patrões com os militares e os americanos.

As benesses que o corajoso colunista da Época relata que a imprensa golpista recebeu da ditadura e a participação dessa imprensa naquela ditadura – que ele não relata –, tudo tem que ir para a telinha. Silvio Santos e o próprio autor da trama, Tiago Santiago, não podem conspurcar iniciativa tão boa com omissão tão escandalosa que nem o colunista do PIG ousou cometer por completo

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terça-feira, 19 de abril de 2011

FIDEL: PARA SEMPRE NA HISTÓRIA



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O álcool dispara? É o mercado, sem estatal pra segurar





O Globo de hoje traz chamada de primeira página afirmando que as usinas de cana-de-açúcar estão aumentando em 16% o preço do álcool em pleno início de safra, quando estes deveriam cair.


Quando se fala em usinas, nossa tendência é imaginar grandes usineiros, com seu chapelões e caras de “coronel”. Nada disso. Usineiros, hoje, são executivos, grande parte deles de grupos estrangeiros, embora do ponto de vista do poder que usufruem tenham algo de senhores de engenho.

Os 30 maiores grupos concentram quase 60% de toda a produção sucroalcooleira. E a presença estrangeira – sem considerar a gigante Cosan, associada à Shell – supera um quarto do total. A Petrobras tem, sim, participação, mas associada a grupos privados. Anos-luz distante do quase monopólio que exerce no petróleo.

E não pensem que as multis não querem posições estratégicas na produção de etanol no Brasil. Agora mesmo, a British Petroleum comprou de 83% da Companhia Nacional de Açúcar e Álcool.

Como o preço do açúcar teve uma estúpida elevação no mercado internacional – quase duplicou, em um ano - as usinas aumentaram sua produção deste produto, em detrimento do álcool. Enquanto a produção de açúcar aumentou 16,86%, a de etanol subiu 7%, apenas.

Como a demanda, com a elevação da renda e o acréscimo de carros flex na frota nacional, sobe sem parar, os grandes grupos, claro, jogam com os preços o quanto podem.

É o que dá a total liberdade de mercado. Sem a “jurássica” Petrobras para segurar preços, paga-se o preço dos lucros de mercado.

Foi mais do que bem-vinda a decisão de Dilma Rousseff de colocar a produção de álcool sob a ficalização e controle da ANP. Mas precisa ser colocada em prática já.
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segunda-feira, 18 de abril de 2011

FAÇA O QUE EU DIGO...





aiu no Globo: 

Aécio Neves tem carteira de habilitação apreendida em blitz da Lei Seca


                          Foto: Amigos do Presidente Lula

RIO – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) teve a Carteira Nacional de Habilitação apreendida durante uma blitz da Lei Seca, realizada na madrugada deste domingo, no Leblon. O parlamentar foi parado por volta das 3h, na esquina das ruas Bartolomeu Mitre e General San Martin, e optou por não fazer o teste do bafômetro. Os fiscais da blitz constataram que a carteira de Aécio estava com a data de validade vencida. O documento foi apreendido, e o senador foi multado em R$ 957,70.


Aécio só foi liberado ao chamar um amigo para dirigir o seu carro, uma Land Rover.



sábado, 16 de abril de 2011

TREM BALA


Trem-bala

Já reparou? Os gênios que decretaram que o Brasil não pode ter trem-bala são os mesmos reclamões que enchem o saco com a lenga-lenga do caos aéreo.
O trem-bala vai desafogar dois aeroportos que não têm mais como crescer: Congonhas e Santos Dumont. Vai também aliviar Guarulhos, Galeão e Viracopos - três dos mais movimentados do país.

Os gênios ficam calculando quantas estações de metrô dava para contruir com a grana do trem-bala. Quantos quilômetros de trem urbano. Por aí. Podiam fazer outras contas. Quantos hospitais. Quantas escolas. Quantos museus do ciclo do café. Quantas cervejarias. Demagogia pouca é bobagem.

O caso é que o Brasil não pode ter trem-bala. Não pode ter Copa do Mundo, nem Olimpíada. Não pode ter classe média ascendente. Não pode ter fábrica de Ipads. Não pode exportar mais aço e menos ferro. Não pode dar pitaco na política internacional.
Bom mesmo era o Brasil de antigamente, um bucólico país rural. Os jecas-tatus sabiam direitinho qual era o seu lugar.

http://blogjoelbueno.blogspot.com/
                    

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Dia que Durou 21 Anos, na íntegra

O Dia que Durou 21 Anos” de Flávio e Camilo Tavares, com documentos e imagens inéditos da conspiração que derrubou o presidente João Goulart, com a participação do Governo dos EUA, comprovada através de documentos. São três episódios, de 26 minutos cada. Uma peça imperdível para quem quer conhecer nossa história. 

Assista na íntegra:

Primeira Parte



Segunda parte



Terceira parte